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Capturados pelo amor

Apóstola Noeme Torres

 

Ao ler o livro de Deuteronômio, Deus nos mostra que servir a Ele não é apenas seguir Sua lei. Nesse quinto livro, a Palavra enfatiza a obediência em consequência do amor. Além disso, o Senhor nos apresenta o caminho da bênção e da maldição. Eu estava lendo a respeito do ritual que as mulheres capturadas por guerreiros passavam e fiquei pensando na vida de todos nós que um dia também fomos capturados por Cristo: Ele nos tirou das mãos do inimigo a fim de nos oferecer refúgio, transformação e nova condição de vida como Sua “noiva”.


“Quando vocês guerrearem contra seus inimigos e o Senhor, o seu Deus, os entregar em suas mãos e vocês fizerem prisioneiros, um de vocês poderá ver entre eles uma mulher muito bonita, agradar-se dela e tomá-la como esposa. Leve-a para casa; ela rapará a cabeça, cortará as unhas e se desfará das roupas que estava usando quando foi capturada. Ficará em casa e pranteará seu pai e sua mãe um mês inteiro. Depois você poderá chegar-se a ela e tornar-se o seu marido, e ela será sua mulher.” (Dt 21.10-13)


Sempre que leio esse texto, não consigo parar de imaginar como aqueles guerreiros podiam perceber beleza em uma mulher no meio daqueles prisioneiros. Fico imaginando uma cena em cor sépia, sujeira, medo, rosto selvagem, muita revolta e as mulheres resistindo à captura; cuspindo, tentando soltar se, algo animalesco e feio. O captor prosseguindo firme em sua jornada, cabeça erguida, semblante de quem está degustando a vitória, já antevendo o processo que a mulher a qual ele está levando para ser sua esposa irá passar.


Eu fui capturada por Jesus em algum momento de minha vida.


Assim como essas mulheres, eu também fui capturada por Jesus em algum momento da minha vida. Claro que não foi de forma agressiva fisicamente ou assustadora. Nem eu mesma sei dizer como isso aconteceu e nem quando, mas sei que Ele me tirou das mãos do inimigo e me atraiu carinhosamente para junto de Si. Mas existem aqueles que resistiram ao Senhor, foram chamados inúmeras vezes por Sua voz de amor, mas lutaram contra essa voz até não poderem mais. Nesses casos, o capturador – Jesus – visualizou Sua obra completa na vida daquela pessoa e, como um Bom Pastor, não desistiu daquela ovelha. Já o capturado muitas vezes só consegue entender sua captura tempos depois, ao conhecer verdadeiramente a obra de amor realizada em sua vida.


Creio que você também tenha uma história para contar. Conheço muitas pessoas que se lembram do dia em que foram capturadas por esse capturador especial – Jesus. Tenho vários amigos admiráveis que antes foram totalmente dominados pelo inimigo e praticavam coisas terríveis; eram ladrões, ou traficantes, ou sexualmente explorados ou exploradores, e hoje, depois que Jesus os tirou das mãos inimigas, são pessoas transformadas pelo amor.


O amor transforma. Por amor aos filhos, muitas mães abandonam carreiras promissoras. Por amor, muitos maridos abandonam práticas que desagradam sua esposa. Por amor aos pais, muitos filhos se sacrificam para dar orgulho àqueles que os criou. Talvez você esteja pensando em seu esposo, ou até mesmo em um filho arredio, fechado, agressivo, mas acredite, ele pode ser totalmente mudado através do amor.


Pense a respeito de você: Como você era antes de conhecer seu capturador? Provavelmente sua vida estava toda desorganizada, e seus interesses eram voltados para si. Quando o Senhor Jesus olhou para você, o que Ele viu? Talvez ele tenha visto as marcas do pecado espalhadas em seu corpo e em sua alma. Pode ser que sua face demonstrasse angústia, revolta, ódio, confusão, tristeza, e falta de esperança.


Mesmo assim, Jesus enxergou você e conseguiu ver beleza e Ele lhe escolheu para ser transformado em Sua “noiva”. Isso é simplesmente maravilhoso e jamais podemos esquecer que foi pela graça que alcançamos a salvação, mas que a transformação também se faz necessária para que nos tornemos Sua “esposa”.


“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isso não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. (Ef 2.8,9)”


Voltando ao trecho bíblico de Deuteronômio, aquele guerreiro levava a mulher capturada para casa e ia transformando-a em uma nova pessoa; mas isso não era fácil. Penso que havia resistência nesse momento, pois uma pessoa muito sofrida rejeita o toque, a aproximação e tem dificuldade para confiar – era essa a condição da mulher capturada.


Convivo com muitas pessoas que foram agredidas em sua infância ou até mesmo na vida adulta, e aproximar delas é um processo lento, pois estão sempre meio desconfiadas, pensando que serão, de alguma forma, exploradas. Não estranho o fato de serem assim tão arredias, pois trazem consigo uma bagagem de decepções. Como foi dito anteriormente, somos ofensores em potencial, sendo assim, as rejeições, muitas vezes, podem vir de nós também e, ao mesmo tempo, rejeitamos e somos rejeitados. Dessa forma, construímos muros, impedindo aproximações.


Somos acostumados a nos proteger com muros. Vivemos em um mundo perigoso, e precisamos nos cercar, mas nem sempre precisamos deles e quando não precisamos e os construímos, eles se tornam nocivos.


Quando nos deixamos ser transformados pelo nosso captor, Jesus Cristo, a nossa história realmente toma outro rumo. Essa transformação nem sempre é fácil, por isso vamos acompanhar o processo que as mulheres passavam quando eram capturadas pelos guerreiros vitoriosos.

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