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PASTORA, OBSERVE SEUS PRÓPRIOS LIMITES

Por Apóstola Noeme Torres

A mulher sempre esteve inserida no ministério, mas por centenas de anos ela passava despercebida, já que assim era a exigência da cultura. Ela fazia o papel de quem trabalhava nos bastidores, de esposa de pastor, e muitas vezes ninguém sabia o nome dela. Mas no final dos anos 1980, as mulheres começaram a ser reconhecidas como pastoras, e dali em diante se tornou normal que elas estivessem à frente de igrejas, obras sociais e trabalhos missionários. Passaram a ser reconhecidas no meio eclesiástico, mesmo tendo ainda bloqueios por meio de alguns.

 

Essa diferença de valores não acontecia apenas na igreja, mas em todas as áreas da sociedade. O livro “Eu Sou Malala” (2013) conta a trajetória de uma adolescente paquistanesa, de dezesseis anos, que se tornou símbolo da luta pela valorização da mulher no mundo muçulmano. Vivendo em um contexto religioso cheio de regras e proibições para as mulheres, Malala chegou a ser atingida na cabeça por um tiro quando voltava da escola. Ela lutou pelo direito à educação e essa admirável adolescente tornou-se em 2014 a mais jovem vencedora do prêmio Nobel da paz. A cultura do Oriente é muito mais fechada que a do Ocidente. No Ocidente as mulheres são consideradas cidadãs – com igualdade quando comparadas aos homens. Assim, do Ocidente são enviados a grande maioria dos missionários para o mundo. E a força missionária é de maioria feminina. A cada cinco missionários, três são mulheres. As mulheres têm dentro de si uma vontade muito grande de saírem de suas zonas de conforto e irem levar Jesus aos perdidos. Elas têm fragilidades físicas, mas quando revestidas da fé e da graça de Deus, são muito corajosas. O Apóstolo Pedro até recomendou aos maridos que tivessem consideração com suas respectivas esposas, considerando-as como parte mais frágil.

 

Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e coerdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam interrompidas as suas orações (1 Pe 3:7).

 

Hoje sabemos que as mulheres são excelentes chefes, mais relacionais que os homens, sabem ouvir e são habilidosas para gerarem mudanças – conseguem até resolver questões difíceis sem expor o liderado publicamente – sabem respeitar o semelhante independente da função que ocupa. 

 

Mas precisamos reconhecer que com o surgimento da dupla e até mesmo da tripla jornada feminina, como é comum acontecer com a mulher que exerce o cargo de pastora, que é prudente que ela tenha em seu esposo um companheiro que contribua com algumas tarefas, antes reservadas apenas às mulheres, trazendo, pois, equilíbrio para o casal, obedecendo o ensinamento do Apóstolo Pedro. Do contrário, o trabalho excessivo pode desenvolver um nível muito alto de estresse, a ponto de se transformar em uma patologia. A pastora precisa ter cuidado, conhecer seus limites, para não entrar em um estresse crônico. Na vida ministerial há pouco reconhecimento, poucas recompensas emocionais e decepções devido a perdas (hoje de 10 a 20% dos membros saem de uma igreja para outra, sem ao menos perceber que estão ferindo o coração dos seus líderes). A pastora, às vezes, sofre muitas críticas e é extremamente cobrada em seus fracassos, e raramente reconhecida pelo

seu sucesso. Esta é uma categoria severamente avaliada pela própria igreja e população em geral. Entre as inúmeras demandas enfrentadas pelas pastoras, destaca-se a sobrecarga emocional, pois há um intenso envolvimento com os fiéis. 

 

Quando as lágrimas da dor, agonia, frustração e exaustão ministerial cobre os olhos do seu coração, você começa a perder de vista o incrível poder e a maravilhosa esperança que o evangelho de Jesus Cristo lhe deu. Uma olhada para Jesus vai lhe ensinar que se Deus nos amou até ao ponto de morrer numa  cruz, Ele vai providenciar força para suportar o que parece humanamente impossível. WERNER, Clay – (2014 pg.13 – traduzido por Noeme Torres).

 

 

O enfraquecimento emocional é gradativo e pode levar anos e quase nunca é notado em seus estágios iniciais. No caso da liderança pastoral, o processo é iniciado com a sensação de inadequação na função e a percepção de ausência de recursos para enfrentar as exigências do ministério. Há a sensação de diminuição da sua capacidade de concentração, de resolver problemas e de tomar decisões – uma sensação de cansaço e de desânimo. O meu apelo é para que você, pastora, lembre-se de que a mulher tem suas fragilidades, e este reconhecimento é muito importante para sua saúde. Organize-se, trabalhe, ame, lute, vença, mas não exagere – tenha amor por si mesma.

 

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