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A CEIA EM FAMÍLIA

Por Apóstolo Sinomar Silveira
Quando Deus nos criou, Ele nos criou para termos experiências em duas dimensões: a dimensão material e a dimensão espiritual. Somos inseridos no reino de Deus pelo novo nascimento – o Espírito de Deus se une ao nosso espírito: Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele (1 Co 6:17).
Somos, então, transformados por dentro para sermos novas criaturas. Esse novo homem precisa de alimento para manter-se vivo espiritualmente e cheio de vigor. Como alimentar o nosso espírito? Podemos fazê-lo do várias formas: pela comunhão com Deus, pela meditação da Palavra, etc. Mas nas Escrituras Jesus é apresentado pelo Pai como alimento. Confira João 6:32,33 –
Declarou-lhes Jesus: “Digo-lhes a verdade: Não foi Moisés quem lhes deu pão do céu, mas é meu Pai quem lhes dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desceu do céu e dá vida ao mundo”.
O próprio Cristo foi enfático: “Eu lhes digo a verdade: se vocês não comerem a carne do Filho do homem e não beberem o seu sangue, não terão vida em si mesmos” (João 6:53).
A igreja do primeiro século entendeu esse mistério e por isso eram vigorosos na fé e no amor pelos perdidos. Nada e ninguém podia pará-los.
Em Atos 2:46 está escrito:
Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração.
No dia da Páscoa que antecedeu a sua morte na cruz, Jesus tomou o pão, deu graças, o partiu, e o deu aos seus discípulos, dizendo: “Tomem e comam; isto é o meu corpo” (Mt 26:26).
E com relação ao cálice Jesus disse: “Isto é o meu sangue” (V. 28).
Naquele momento eles entenderam a expressão: “Comer o meu corpo e beber o meu sangue”. Quando os elementos da ceia são santificados algo poderoso pode acontecer. A igreja do primeiro século era vigorosa e uma força sobrenatural estava sobre eles. É claro que o pão sempre será pão e o suco da uva sempre será o suco da uva, mas o nosso espírito absorve pela fé a vida de Deus e tudo o que está contido nos elementos.
Para os primeiros cristãos, a ceia era a própria vida de Cristo neles e não meramente um rito qualquer. Pela fé eles se alimentavam de Cristo, diariamente; por isso faziam obras extraordinárias. Jesus tinha a plenitude de Deus e a Igreja tinha a plenitude de Cristo. O que falta para a igreja hoje? Está faltando a vida de Cristo – precisamos comer a sua carne (o pão) e bebermos o seu sangue (o suco da uva) diariamente, se possível. O que aconteceria se alimentássemos nossos corpos físicos apenas uma vez por mês?
Certamente morreríamos. Espiritualmente é a mesma coisa. Devemos nos alimentar diariamente da Palavra de Deus e buscarmos uma vida de comunhão íntima com o Pai. Quando ceiamos, somos impelidos a lembrar do sacrifício de Jesus por nós e das promessas de sua volta – dia esperado por todos nós. Quando ceiamos temos a sensação de uma aproximação maior com a morte e ressurreição de Jesus – alimentamos nossa fé.
Quando Elias estava deprimido, desanimado, sem forças para continuar, o anjo lhe trouxe um alimento santificado e aquele alimento lhe encheu de força, e ele fez uma caminhada sobrenatural.
Quando nos alimentamos da ceia, estamos comendo um alimento santificado pelas orações que foram feitas abençoando o pão e o suco da uva e se crermos, podemos receber também uma vitalidade nova. Eu, particularmente gosto de praticar esse ato em minha casa junto com minha esposa. Temos sempre um suco de uva separado e alguns pãezinhos sem fermento e todos os dias temos nosso momento quando lemos a Palavra de Deus, oramos e ceiamos juntos. Sei que essa não é uma receita que tem poderes por si só, mas se crermos que o Senhor está presente neste momento, e se o fizermos não como um ritual a mais, mas como uma cerimônia de fé, algo a mais estará sendo colocado em nosso corpo e em nosso espírito. É um mistério!
O anjo do Senhor voltou, tocou nele e disse: “Levante-se e coma, pois a sua viagem será muito longa”.Então ele se levantou, comeu e bebeu. Fortalecido com aquela comida, viajou quarenta dias e quarenta noites, até que chegou a Horebe, o monte de Deus (1 Re 19:7,8).
Não sabemos qual será o tamanho da nossa caminhada na Terra, mas precisamos ser fortalecidos pelo Senhor para que possamos alcançar a linha de chegada.
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